Escolha...

Faz tempo que não posto nada aqui, mas tava vendo um filme e resolvi escrever algo, mas não quero fazer uma crítica do filme e dizer se é bom ou não, apenas quero escrever sobre o que me chamou a atenção e pra isso eu só preciso usar uma palavra: Escolha. É engraçado como não percebemos que fazemos escolhas o tempo todo, que a cada segundo nos vemos em uma situação em que temos que tomar uma decisão. Só paramos pra nos dar conta disso quando a decisão que temos que tomar, de alguma forma perturba a gente, quando é algo que nos incomoda ou que vai contra nossos princípios. Nessa hora nos damos conta que precisamos sair de “cima do muro” e escolher um lado. Mas a escolha na verdade, está acontecendo a cada momento em nossas vidas, acontece desde a hora que você acorda, até a hora que vai deitar. Na verdade você escolhe: se prefere continuar deitado ou encarar o dia, depois você decide o que vai vestir, qual vai ser o café da manhã...e assim por diante, mas como já se tornou habitual esses tipos de escolhas, não nos damos conta e priorizamos apenas as escolhas “perturbadoras” (irei chama-las assim). E priorizamos elas porque tiram nosso sono, porque somos mais cobrados por elas. É preciso decidir logo se vai viajar ou não, se vai aceitar aquele emprego ou simplesmente se quer ir aquela festa. Tudo na vida é uma questão de escolha, e às vezes as pessoas tomam certas atitudes porque dizem: “Que não tiveram escolha.”, que foram colocadas naquela situação e acabaram aceitando, mas será que elas não se colocaram em determinada situação? Acho que precisamos nos colocar mais como donos de nossos atos, devemos nos conscientizar que a vida é uma escolha e que a cada segundo ela exige uma decisão, e temos que estar preparados para não desviar do caminho. Não estou dizendo que vamos saber sempre o que fazer, pelo contrário, estou dizendo que muitas vezes não vamos saber e isso vai assustar, e algumas vezes vamos pensar ou até mesmo fazer determinadas coisas que no fundo não gostaríamos só pra conquistar algo, e é nesse ponto que acho que devemos estar preparados, devemos estar cientes daquilo que acreditamos, dos nossos ideais, de nossos princípios, e assim quando for a hora de escolher, mesmo que você não perceba, estará fazendo a coisa certa, estará fazendo aquilo que é certo pra você e é isso que importa. [Acho que se você souber quem você é, já define boa parte de suas escolhas.] Dica: O Diabo veste prada (Filme) Escrito dia: 22/02/09 Por: Verônica
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 01h53
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Choque de ordem?!

Não sei quantos de vocês tem acompanhado os noticiários e quantos estão sabendo da nova medida ordenadora que o nosso prefeito Eduardo Paes denomina de Choque de ordem.Essa medida consiste em retirar mendigos das ruas, ordenar vendedores ambulantes, dentre outras coisas.Com isso, estes são levados para algum lugar e os ambulantes têm, muita das vezes, seus materiais de trabalho quebrado.
Conheço pessoas que se dizem a favor, outras contra e devem haver aqueles que ficam em cima do muro.Não sei o que vocês, cariocas - satisfeitos ou não com a presente prefeitura - acham dessa medida.Diga-se de passagem que gostaria muito de saber.
Desde já expresso minha opinião dizendo que sou TOTALMENTE CONTRA a medida, contra as práticas que estão sendo desempenhadas e, ainda, contra a justificativa que é dada.
Para explicar o motivo de tanta contrariedade começo com uma definição de ordem, segundo consta no dicionário Aurélio:
"1.Disposição conveniente dos meios para se obterem fins... 9.Classe de pessoas que exercem dada profissão liberal..."
Quero ainda citar algumas definições da palavra choque, segundo a mesma referência:
"2.Embate violento de forças militares. 3.Oposição, conflito. 4.Luta, embate. 5.Abalo emocional..."
Diante dessas citações, tento, tão somente tento, procurar uma coerência.Será que a intenção é ter um embate violento para obter determinados fins?Ou um conflito com pessoas que exercem dada profissão liberal?Será que os governantes não percebem que pode ser uma luta, um embate que pode causar abalo emocional?
Digo isso por considerar que esse choque de ordem tem sido aplicado não com o intuito de cuidar das pessoas em situação de rua, ou de oferecer novas oportunidades para os ambulantes. Mas tem sido pensado como uma maneira de manter a cidade "limpa", "arrumada". Buscam tirar aquilo que consideram desordeiro e desejam elimina-los, seja como for, CQC (custe o que custar...rs).Será mesmo que tal atitude deve ser apoiada? Pergunto-me se a questão que devemos enfatizar é a retirada dessas pessoas das ruas ou se é a inserção das mesmas de maneira que não precisem desse lugar para morar ou trabalhar. Pergunto-me ainda, se é muito difícil parar e pensar no outro não como objeto dos nossos desejos, mas como um ser que tem seus desejos e seus problemas assim como nós.
Recentemente li o livro Modernidade e ambivalência de um sociólogo chamado Zygmunt Bauman.Neste, o autor trata das características do tempo moderno e uma dessas é a incessante busca pela ordem, de maneira que o que é considerado caos deve ser controlado.Mas a ordem plena é impossível, justamente por vivermos num mundo ambivalente, ou seja, que não é possível estabelecer dicotomias possíveis de enquadrar coisas e pessoas.Além de retratar muito bem a questão do horror à dierença.O livro tem vários exemplos que se referem a situação dos judeus e alemãs.Dizendo ainda, com relação ao Holocausto, que só foi possível por encontrar pessoas cujo pensamento moderno permeava suas mentes.Era o anseio pela ordem.A tentativa de repudiar o que era considerado diferente.
Trazendo a questão levantada e defendida no livro citado e a situação atual proposta pelo prefeito, considero pertinente fazer uma relação entre um e outro.Pois ao buscar a ordem e não se importar com a maneira que se chegará a ela pode provocar atitudes que não imaginamos.Acredito que os alemãs não pensavam de inicio no Holocausto, mas conforme foi crescendo essa busca pela ordenação, tornou-se algo perfeitamente possível, necessário, importante e urgente, para eles.
Com isso, vejo que essa é apenas mais uma medida paliativa, que poderá, momentaneamente, tirar essas pessoas das ruas, mas que tão logo incitará que elas procurem outros meios, outros lugares.Pois não resolverá os seus problemas, mas os da prefeitura.Ao invés de um choque de ordem visando a rua, gostaria de ver um choque de ordem na Câmara municipal, no Senado...já que a proposta é limpar, que pensemos em alternativas para limpar o nosso país da corrupção, das mentiras prometidas pelos políticos, das idéias de discriminação contra os menos favorecidos etc.Se a intenção é pensar no bem estar da cidade, vamos lutar para que campanhas políticas sejam feitas de maneira transparente, que a cidade esteja purificada de toda boca de urna, que nenhum feriado venha surgir como uma mancha bem as vésperas das eleições, ou melhor, que nenhum cidadão permita que um feriado sujo(e) as eleições.
Será que conseguimos? Bom, já que a onda é tentar, tentemos!Mas sempre com uma idéia: preocupemo-nos com as pessoas!Não há mal em querer ter uma cidade bonita e agradável de viver, problema é quando isso torna mais importante do que as pessoas que nela vivem, onde a cidade é beneficiada em detrimento de sua população.
Obs: Apesar desse blog não possuir um espaço para enquetes, participe da nossa respondendo em comentários:
Você é contra ou a favor do "Choque de ordem"?
- Contra.
- A favor.
- Prefiro não comentar.
Débora E. N. Lomba
Escrito por Meninas de Amaralina às 19h57
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Num passado remoto perdi meu controle (?)

Xanéu nº 5 (O Teatro Mágico)
Composição: Fernando Anitelli
A minha tv não se conteve Atrevida passou a ter vida Olhando pra mim.
Assistindo a todos os meus segredos, minhas parcerias, dúvidas, medos, Minha tv não obedece.
Não quer mais passar novela, sonha um dia em ser janela e não quer mais ficar no ar. Não quer papo com a antena nem saber se vale a pena ver de novo tudo que já vi. Vi.
A minha TV não se esquece nem do preço nem da prece que faço pra mesma funcionar. Me disse que se rende a internet em suma não se submete a nada pra me informar.
Não quis mais saber de festa não pensou em ser honesta funcionando quando precisei. A notícia que esperava consegui na madrugada num site, flick, blog, fotolog que acessei.
A minha TV tá louca, me mandou calar a boca e não tirar a bunda do sofá. Mas eu sou facinho de marré-de-sí, se a maré subir eu vou me levantar. Não quero saber se é a cabo nem se minha assinatura vai mudar tudo que aprendi, triste o fim do seriado, um bocado magoado sem saber o que será de mim.
Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua.
(She doesn't speak my tongue)
Não. "Pô tô cansado de toda essa merda que eles mostram na televisão todo dia mano, não aguento mais, é foda!"
Manda bala Fernando...
Enquanto pessoas perguntam por que, outras pessoas perguntam por que não? Até porque não acredito no que é dito, no que é visto. Acesso é poder e o poder é a informação. Qualquer palavra satisfaz. A garota, o rapaz e a paz quem traz, tanto faz. O valor é temporário, o amor imaginário e a festa é um perjúrio. Um minuto de silêncio é um minuto reservado de murmúrio, de anestesia. O sistema é nervoso e te acalma com a programação do dia, com a narrativa. A vida ingrata de quem acha que é notícia, de quem acha que é momento, na tua tela querem ensinar a fazer comida uma nação que não tem ovo na panela que não tem gesto, quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto.
Falou e disse...
Num passado remoto perdi meu controle... Num passado remoto perdi meu controle... Num passado remoto...
Era vida em preto e branco, quase nunca colorida reprisando coisas que não fiz, finalmente se acabando feito longa, feito curta que termina com final feliz..
Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua.
Ela não SAP quem eu sou, (Sabe nada...) Ela não fala a minha língua.
Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua. (Quem te viu, pay-per-view.)
Ela não SAP quem eu sou, Ela não fala a minha língua. Eu não sei se pay-per-view ou se quem viu tudo fui eu. A minha tv tá louca.
Comententáio:
Resolvi colocar essa música porque acho que retrata bem essa relação que as pessoas têm com a tv, e como a tv manipula a vida das pessoas. Ficamos cada vez mais alienados, dependentes desse aparelho, que dita nossa forma de pensar, o que devemos vestir, onde devemos ir...ela nos controla o tempo todo, dizendo o que está na moda, o filme que devemos assistir e até diz aquilo que não deveríamos gostar. Só que as pessoas se esquecem que o mundo é muito mais do que esse aparelho diz, as pessoas precisam de contato, precisam ver o que realmente está acontecendo, e isso a tv não mostra, precisam ver além dela e pra isso é preciso se levantar do sofá e viver a vida. Não deixem o controle remoto ditar sua vida!
Verônica Vieira
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 22h26
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Promessas de um perfume [1]

Promessas de um perfume [1]
Ganhei um perfume de presente de Natal!!
[ebaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa]
Veio junto com ele um papelzinho que mais parecia bula de remédio...
Quer dizer, bula de remédio é menosprezar o papelzinho. Papelzinho este muito melhor que muito papel de instrução que vem com os equipamentos eletrônicos: tradução em inglês, francês, italiano, alemão, alguma língua que eu não faço idéia do que seja, espanhol, português, algo que eu suponho ser japonês e algo que eu suponho ser chinês.
Eu li e fui amassando... mas não... o papel continha uma promessa, eu não poderia simplesmente amassar uma promessa e jogar no lixo. (sabe como, é... se o perfume não cumprir o que me prometeu eu tenho a prova do crime, a prova da mentira...).
Seria uma traição eu divulgar na internet essa tão rebuscada promessa? Acho que não...
"Uma descarga de energia
O despertar de uma nova força interior
Fiel à sua vontade constante de conciliar o bem-estar do corpo e do espírito, S. associou às virtudes das plantas, os mais avançados princípios da aromacologia para criar E. F... uma fusão vibrante de notas vivas e estimulantes que envolvem todo o seu universo numa profunda sensação de energia e bem-estar.
(...)
E. F.
Um perfume dinâmico que desperta os sentidos, uma fusão vibrante de flores, de especiarias e de musk que estimula as suas energias interiores e revitaliza o corpo e o espírito.
(...)
Modo de usar
Aplicar em abundancia todas as manhãs e ao longo de todo o dia, no escritório, em casa, em viagem, ou sempre que sentir necessidade de combater a fadiga, de melhorar a sua concentração, de estimular as suas energias ou a sua confiança em si."
OBS1: aromacologia... quem??? Ta, o Google me disse que é "é um termo criado para descrever o conceito desenvolvido para o estudo das inter-relações entre Psicologia e Tecnologia de fragrâncias." - Tipo uma CIÊNCIA que estuda as fragrâncias... claro, né.. porque pra coisa ter credibilidade ela precisa ter passado pelo crivo do "cientificamente comprovado"! Tradução: ahaaaaaaaaa peguei vocês, acreditem no que está escrito na papelzinho.. porque está cientificamente provado - quem de vocês não acreditaria no cientificamente comprovado??
OBS2: Ta, vamos partir do pressuposto que eu acredito que é cientificamente comprovado e que realmente o perfume age no meu sistema límbico, hipotálamo, toda a parte endócrina e tal... Então ele me promete que além de vitalizar meu corpo, o perfume vai revitalizar meu espírito!! Caracaaaa... haja poder, né!!
OBS3: Não é que além de mexer com meu corpo, com meu espírito, o bendito ainda estimula a minha confiança em mim mesma!! Será que ele fez faculdade de psicologia??? Cara, agora fiquei preocupada de verdade.. se essa parada for verdade mesmo e meus futuros clientes descobrirem isso, to ferrada, né... O povo vai preferir comprar o perfume a fazer um tratamento psicológico comigo - eu até compreendo... é bem mais rápido e simples, né..
Ele me prometeu tudo isso...quero só ver cumprir!!! =P
Mais falando um pouquinho mais serio agora... eu realmente acredito que ao botar o perfume a pessoa possa se sentir mais cheirosa, mais bonita e sim, aumentar a confiança em si mesmo. Eu acredito que os cheios e seus efeitos no nosso organismo possam ser estudados cientificamente e serem comprovados - afinal, é fato que todo mundo prefere um cheio bom, e um cheio ruim pode ser irritante. Acho também que se a pessoa está bem fisicamente e psicologicamente, isso vai afetar o lado espiritual.
O que me preocupa é a promessa de "você vai ficar melhor com algo externo a você" - "o perfume vai fazer isso ou aquilo"... o que me preocupa é quando a gente cai na asneira de achar que problema vem de fora e que a solução também vem de fora. Aí em vez de olhar para si e perguntar o que está acontecendo com a gente, a gente aposta todas as nossas fichas numa coisa.. no caso, o perfume, achando que vamos melhorar através dele!
Claro que a sociedade capitalista vai estimular que a gente acredite que as coisas vão nos fazer felizes, vão nos tornar pessoas melhores, a questão é conseguir não cair nessa armadilha.
A questão é olhar para si e entender o que precisamos para não cairmos na tentação de acreditar uma promessa feita pra vender. Tanto do perfume quanto de outras varias coisas que acabamos consumindo por carência e por algo que a coisa nos promete. Tanto o chocolate na hora da dor de cotovelo, o álcool na hora de querer esquecer-se dos problemas e ficar mais feliz ou as besteiras da televisão na hora que não sabemos o que queremos fazer e simplesmente sentamos e absorvemos que o eles (quem?) querem que a gente veja.
Continuo batendo na tecla do autoconhecimento para compreendermos como agimos no mundo e qual efeito o mundo está tendo sobre nós.
OBS4: o perfume é realmente cheiroso!!!
Clarissa Rosa Brachtvogel
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 15h57
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"FERIADÃO BOM PRA BURRO"

A fotografia lembra alguma coisa, caro leitor?
Não, não é uma Fotografia de arquivo dos anos 60,70, nem mesmo dos "caras-pintadas". A imagem é do dia 31/10/2008, RJ, Cinelândia.
Logo após a apuração dos votos para prefeito da cidade,domingo 26, uma onda começou a crescer na internet. Intitulada como Movimento pró-democracia, com a descrição de um movimento apartidário e indignado com os meios que levaram a vitória ao atual prefeito Eduardo Paes.
Eleitores de Gabeira,transtornados com a derrota? Talvez. Votei em Gabeira , e sim não gostei do resultado.
Porém,tudo há de ter seu ponto de partida. Não há como negar que as eleições aconteceram de maneira suja, inúmeros crimes eleitorais foram noticiados em todos os meios de comunicação. Sim, você pode dizer:
-Que ingenuidade! como se fosse a primeira vez..
Sim, não é, e não será a última que nossa "democracia" falha. Porém é a primeira vez na história, que uma mobilização como esta acontece. Em menos de 1 semana já eram 15.000 membros na comunidade do orkut (onde tudo começou).
3000 foram às ruas no último dia 31. Reivindicar transparência nas eleições e atitude do TRE frente a apuração dos crimes eleitorais.Não posso deixar o emocional de lado, foi lindo ver que nossa geração não está tão bitolada politicamente como imaginavámos.
Emocionante ver todas estas mãos entrelaçadas e ouvir 3000 vozes cantar o hino nacional na escadaria da câmara e em frente ao TRE. Ouvir os gritos de protesto contra toda esta corrupção absurda que ouvimos, vimos, mas nada fazemos.
"Se 1 voto vale muito,imagine quase 1 milhão" (os cariocas que decidiram viajar ao votar,IDIOTAS,como disse Arnaldo jabour em seu comentário,não têm o direito de chorar pelo "chopp" derramado).
Esta foi somente a primeira manifestação de um movimento que só faz crescer a cada dia que passa, estamos de olho!
"Qualquer barulho é melhor do que o silêncio da omissão"
"Somos muitos,não somos fracos"
Convido você caro leitor (a), para visitar ao sítio onde tudo começou,se informar e participar.
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=74069409
Vejam a repercussão do MPD e da manifestação no blog:
http://www.pro-democracia.com/

NOTA: E a era Bush chega ao fim nos EUA. Alguma coisa está mudando..
Desculpe pelo post um pouco atordoado,e mal redigido.
Por: Lili cheia de esperança..e exausta!
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 00h21
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"Uma pessoa só para de comer quando está muito cheia...ou muito vazia"

Titulo original: Malos Hábitos
Filme de Simón Bross
Ano:2007
Origem: México
Sinopse: Matilde é uma jovem freira convencida de que a fé move montanhas. Ela secretamente inicia um jejum místico para impedir uma inundação que ela acredita estar por vir. Elena é uma mulher linda e magra que tem vergonha do peso de sua filha, Linda, e pretende fazer de tudo para que ela esteja linda no dia de sua Primeira Comunhão. Enquanto isso, Linda está disposta a se defender até a morte para escapar do orgulho da mãe. Ao mesmo tempo, Gustavo, o pai de Linda, redescobre o amor nos braços de uma estudante cujo apelido é Gordinha e que está igualmente apaixonada por comida.
Poderia dizer que Maus hábitos é basicamente um filme sobre transtornos alimentares. E é, porém o filme ou La pelicula (treinando meu espanhol!rs) trás à tona o polêmico e tão pouco discutido assunto. Até onde vai a definição de beleza e perfeição? Até onde vai a fé?
Não espere um final surpreendente,alias este deixa a desejar, na minha opinião.
Mas vale a pena pela discussão.
Categoria: Cinema
Escrito por Meninas de Amaralina às 23h35
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Quando pensamos num blog, pensamos em ler aqueles cujos assuntos nos interessam, ou ler textos de pessoas que admiramos, enfim, ler o que nos atrair, independente do motivo.Apesar de amar ler coisas, até mesmo bulas de remédio, gostaria de propor algo diferente aqui, mesmo sendo um blog.
Gosto muito de arte e de viajar nas figuras e formas, admiro tanto os escritores
como os artistas e o que pretendo propor é um diálogo nosso a partir das percepções a cerca de um quadro que colocarei aqui.
Sem mais delongas...entre e fique a vontade...
La Victoire - Rene Magritte
Por Débora E.N.Lomba
Escrito por Meninas de Amaralina às 00h12
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Ter ou não ter namorado
TER OU NÃO TER NAMORADO Arthur da Tavola
Arte de Gustav Klimt
Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira - d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo. Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. ENLOU-CRESÇA
Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva,mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos,belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender;necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança.E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos) :não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade;não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;contar a verdade do tamanho do amor que sente. Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor,ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.
Por Débora E.N.Lomba
Escrito por Meninas de Amaralina às 13h15
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Fabrício Carpinejar

Hoje resolvi escrever sobre um escritor/poeta/sábio contemporâneo que muito me agrada com sua escrita, não somente pela maneira como escreve, mas pelo que escreve.Pela sensibilidade, pela compreensão precisa dos fatos e das pessoas.Pela conversa despretensiosa que proporciona aos seus leitores, que ao abrirem seu blog os faz sentir abrindo a porta de casa.
Apesar de seus textos dispensarem comentários, gostaria de ter a oportunidade de dividir algumas de minhas percepções com o mundo[como diz uma amiga minha].Não pretendo comentar o texto inteiro, mas algumas frases q me chamaram atenção¹.
Mulher Brinco: Seu humor depende de como dorme.
Mulher colar:Seu humor depende de como acorda.
Quando leio estas frases e estas características, me identifico mais com uma do que com a outra.Mas a despeito de me apropriar das características, quero propor que transcendamos.O óbvio seria pensar que se o humor depende de como dorme, basta dormir bem para acordar bem.E se depende de como acorda, basta despertar bem.Mas quero ir além do que está claro!
Ao dizer que o humor depende de como dorme, me traz a idéia de uma pessoa que guarda e vive aquilo que já passou.Ao invés de deixá-lo evaporar com o passar das horas, prende-o numa coleira e o carregar para todo canto.Mais do que isso, prende-o como brinco, que carrega até mesmo sem sentir e sem se lembrar que está ali.Penso que aquele(a) cujo humor depende de como dorme, acorde pensando no que viveu no dia anterior e nos que antecederam, não no dia que está acontecendo.Em um desses texto que escrevo, denominados por mim como “desabafos”, registrei uma frase que considero pertinente citar “Desejamos o que não foi, assim desperdiçando o que é”.É assim que vejo a mulher brinco ou aquele que se identifica com a frase em questão.Seus olhos estão muito mais no passado, do que no que está “a ser vivido”.São aquelas pessoas que não desejam uma Máquina do tempo, mas que vivem a cada dia dentro de uma, relembrando seu passado, sentindo novamente o gosto acre das experiências desagradáveis.
Em contrapartida, ter o humor dependente de como acorda me leva a inferir a ausência de compromisso com o que passou, deixando-o na cama ao se levantar.Identifico uma necessidade de estar aberto e preparado para o que o aguarda naquele dia.Livre de qualquer impedimento de viver o que está sendo proposto naquele momento.Ao contrário da mulher brinco, corre do passado e por vezes parece que sua busca pelo aproveitar o presente, é na verdade uma tentativa desesperada de fuga do passado.Ou até mesmo fuga do que possa faze-lo sentir preso.Um desejo oculto, ou não, de esquecer o que se passou, seja pela vontade de não tê-lo vivido, ou pela vontade de tê-lo vivido de maneira diferente.
Ambas vivem o passado, mas cada uma do seu jeito.Seja agarrada ou fugindo, estão inteiramente ligadas a ele.
Longe de mim querer determinar o que é certo e o que é errado, mas também não posso excluir as minha preferências, as minhas idéias e os meus valores.Diante disso, considero mais saudável buscar um certo equilíbrio entre a mulher brinco e a mulher colar, sabendo se valer das qualidades de cada uma e com isso: viver a cada dia o seu mal; saber identificar o que de importante o passado trouxe, mas saber ainda que FOI importante e não determinante para o que há de vir.
Por diversas vezes já me deparei com situações em que o medo traiçoeiro diante do novo, me fazia acreditar que havia passado por aquela situação antes e que já sabia como agir, ou considerava que as experiências desagradáveis se repetiriam, logo deveria impedir isso.Hoje, livre do fantasma do passado, consigo perceber que os acontecimentos antecedentes são meus aliados e não mais possuem caráter assombroso, mas que consulto com discernimento para avaliar o que se coloca diante de mim como possibilidade.
Bom...em breve trarei mais reflexões a partir de frases deste precioso escritor, mas indico que leiam seus textos² na íntegra e comprovem o quão sábio e sensível é.
Débora E. N. Lomba
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¹As frases escolhidas para este post foram retiradas do texto Mulher Brinco e Mulher colar, onde o autor lista “duas formas femininas de organizar a vida”(Fabrício Carpinejar). Ao ler este texto me vi fazendo um daqueles testes que costumava passar a tarde inteira entretida, esperando ansiosamente o resultado!rs
² http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/ e http://www.cronopios.com.br/blogdotexto/blog.asp?id=402
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 17h12
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Selton Mello,Santoro, Bossa nova, açúcar e anos 60.

"Se você disser que eu desafino amor Saiba que isso em mim provoca imensa dor Só privilegiados têm ouvido igual ao seu Eu possuo apenas o que Deus me deu" (...)
É com o trecho de "Desafinados" de João Gilberto que começa o post cinema de hoje.
Os Desafinados - Filme de Walter Lima Jr.
Sinopse:
Nos anos 60, cinco amigos formam a banda Rio Bossa Cinco. Eles buscam o sucesso e sonham tocar no Carnegie Hall. Assim, vão para Manhattan e, lá, encontram uma musa, filha de uma brasileira com um estadunidense que volta com eles ao Brasil e se junta ao grupo. O filme é pontuado pelo movimento musical da Bossa Nova e pelo momento político no Brasil.
Elenco: Rodrigo Santoro, Selton Mello, Claudia Abreu, alessandra Negrini, Angêlo Paes Leme, Jair Oliveira, dentre outros nomes conhecidos.
É um filme leve, possui um pouco de açúcar mas não chega a ser meloso,belas paisagens,ótima trilha sonora, é lirico.Os conturbados anos 60 só se percebe do meio para o final do filme,porém não deixa de mostrar o poder da censura e covardias da época.
As poucas,mas boas risadas,ficam a cargo de Selton Mello. Rodrigo Santoro além de tocar,ainda arranca suspiros das mocinhas e moçoilas de plantão! (e mocinhos também..pq não?!rs).
Curiosidade: Claudia Abreu não canta. A voz de sua personagem Gloria é de Branca Lima,filha do diretor Walter Lima Jr.
Sem mais delongas. Bom filme para um dia calmo e preguiçoso, bom para assistir sozinho,bom para assistir juntinho!
Boa semana à vocês.
Liliane.
Categoria: Cinema
Escrito por Meninas de Amaralina às 13h58
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Meias Vermelhas

Não sei como começar a escrever, por mais que eu pense em inúmeras formas pra começar esse post, me parece que nenhuma se encaixa perfeitamente. Deve ser pelo fato do tema ser complexo, e ao mesmo tempo delicado demais, e acabo sem saber se estou abordando ele da forma certa. Quero falar de amor, mas não me refiro somente ao amor entre um homem e uma mulher, mas falo do amor materno, paterno, amor entre amigos e amor ao próximo. Na verdade falo das várias formas de amor, que no momento sinto que estão meio ausentes no mundo....
Não sei quais os valores que estão sendo priorizados no mundo hoje, talvez seja o individualismo, a “liberdade” (porque as pessoas pensam que são livres), ou até mesmo os meios de comunicação, (me refiro aqui em especial à internet porque é o atual vício das pessoas).
Me pergunto pra onde foi o amor? Acredito que com o passar dos anos as pessoas nem vão mais perguntar por ele, porque talvez ele nem vá existir mesmo. Sei que pareço um tanto desacreditada, mas nem sou, só falei dessa forma pra deixar seja lá quem esteja lendo esse texto um tanto irritado (a), indignado (a). Porque pelo que percebi, as pessoas só funcionam sobre pressão quando se trata de sentimento. Já pararam pra pensar que só damos valor quando perdemos algo? Ou quando estamos pra perder, aí bate aquele desespero e logo queremos fazer algo. Porque quando temos algo mesmo que seja importante, nem sempre damos valor, então a vida nos encarrega de “dar uma sacudida” (literalmente).
São tantas situações que percebemos a falta de amor, são as mães que abandonam seus filhos, sejam filhos adotivos ou filhos biológicos, são os filhos que matam os pais, é aluno ameaçando o professor, são tantas que se eu for falar de todas não acabo nunca.
Porém é fácil criticar, mas será que não temos culpa nisso? Seja porque omitimos nossas ações ou até mesmo nossas opiniões. Ou será que é por que nos acomodamos? È porque as coisas chegaram a esse ponto e até agora aposto que você preferiu ficar sentado (a), porque não está acontecendo com você ne?! Quando te afetar você se mexe, ou não, vai depender de quanto vai te afetar. Já dizia o pequeno Príncipe: “Somos responsáveis por aquilo que cativamos”. Será que agora você entende o peso dessa frase? Só depende de nós, de nossas ações ou de nossos sentimentos. Confesso que ainda acredito no amor, mas meu medo é você não acreditar mais...
Você deve está se perguntando, por que esse título? Não tem nada a ver com o texto. Então vou explicar, li esse texto outro dia:
Era uma vez....
Um menino que vivia com sua mãe.
Um dia quando a mãe o levou ao circo. Pediu que usasse meias vermelhas e, ele perguntou à mãe:
-Porque só eu estarei usando meias vermelhas se as outras crianças usam de outras cores? Só eu uso diferente? Todas as outras crianças rirão de mim e não vão querer brincar mais comigo por causa das meias vermelhas. A mãe respondeu que era para que ele não se perdesse. Quando eles estivessem no meio da multidão, e ela não o visse, bastava olhar para o chão e o encontraria, com certeza, porque ele estaria de meias vermelhas. O tempo passou e a mãe do menino um dia desapareceu. O menino continuou a usar as meias vermelhas o tempo todo e quando lhe perguntaram porque as usava, já que a mãe tinha desaparecido, ele respondeu: Ora, minha mãe não desapareceu? Eu continuo usando as meias vermelhas porque quando ela me procurar por sentir minha falta, ela com certeza vai olhar para o chão e vai me encontrar.
Quantas pessoas não estão perdidas esperando serem encontradas? Quantas pessoas estão esperando uma ação nossa? Elas estão por aí com as meias vermelhas esperando que você as note. E você está usando a sua esperando que alguém perceba?
Verônica
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 00h51
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Clarice por Clarissa

Exposição: Clarice Lispector - A Hora da Estrela Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro - Rua Primeiro de Março, 66 / 1º andar – Centro
Telefone: (21) 3808-2020 Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 21h Encerramento: dia 28 de setembro Entrada franca
A exposição está linda! Vale muito a pena ir lá conferir!
Nós fomos, e eu fui eleita para escrever o post sobre a Clarice. Fui escolhida porque o meu nome daria um título maneiro para o post...rsrsrsrs... Clarice por Clarissa...
“Não sei o que está dentro do meu nome”
[A Hora da estrela].
Não ia colocar esse título não, pois a principio me pareceu meio pedante, como se EU pudesse compreender a Clarice e falar sobre ela... Mas, depois percebi que era o título mais apropriado que poderia ter. Só posso falar da minha percepção percebida da Clarice. A obra de Clarice não pode ser analisada por pessoas versadas em literatura, ela pode ser sentida por cada leitor.
Uma característica dela que eu sempre gostei é dar vários títulos para o mesmo livro, talvez pela incapacidade de escolher o mais apropriado, talvez por compreender que não há um apropriado, talvez para deixar o leitor escolher qual é o mais apropriado. Por isso, proponho outros títulos para o meu post...
Clarice por Clarissa
OU
Clarice por Débora
OU
Clarice por Liliane
OU
Clarice por Verônica
OU
Clarice por você
OU
Clarice por ela mesma
OU
Clarice por todos
OU
Clarice por ninguém
Ela fala de nossos sentimentos, fala de coração para coração sobre coisas que todos sentimos, mas ninguém entende direito.
No seu depoimento (uma das atrações da exposição), ela disse que escreve pra ela, não é uma escritora profissional porque não se obriga a escrever, escreve apenas quando tem vontade. Ela diz que rasga as suas histórias sem fim que não mais a agradam. Diz também que uma menina de 17 anos tinha um livro dela como livro de cabeceira, mas um professor de literatura não conseguiu compreender esse mesmo livro...
Talvez Clarice não possa ser compreendida, apenas sentida. O que ela escreve toca no fundo do nosso sentimento e nos identificamos. Ou o que ela escreve bate naquele sentimento obscuro que não queremos admitir que sentimos aí nós dizemos que ela é incompreensível, confusa. Acho que todos nós somos confusos, mas temos medo da nossa confusão. Enquanto ela diz:
“O que eu sinto, eu não ajo. O que eu ajo eu não penso. O que eu penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se entendesse”
[A descoberta do mundo]
“Existir não é lógico”.
[A hora da Estrela]
No filme “Sociedade dos poetas mortos” o professor John Keating pede para um aluno ler o prefácio do livro de Dr. J. Evans Pritchard, PhD. O texto se chama: “Entendendo poesia”.
... para entender a poesia é preciso ter fluência em seu meio rima e expressão e fazer duas perguntas:
1) O que objetivo do poema foi representado com talento? Isso avalia a perfeição do poema.
2) Esse objetivo é importante? Isso avalia a importância do poema.
Para determinar a excelência do poema temos que fazer um gráfico cujo eixo horizontal é a perfeição do poema e o eixo horizontal é sua importância. A área resultante determina a grandeza do poema...
J. Keating simplesmente fala: “Excremento! Quero que rasguem essa página”.
Sintamos o que Clarice está escrevendo e ao falar dela, que possamos estar falando de nós mesmos.
Para quem ainda tem medo de se permitir sentir e quer ver o mundo apenas pelo filtro “seguro” da razão, tentando encontrar alguma lógica e verdade absoluta nisso tudo, termino com essa pérola que me incomodou, pois bateu lá no âmago do meu ser... rs.
“Ver a verdade seria diferente de inventar a verdade?”
[O Lustre]
Clarissa R. Brachtvogel
Categoria: Lazer
Escrito por Meninas de Amaralina às 13h49
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Vitória ou derrota?

Em clima de Olimpíadas, agora, já terminando, não poderíamos deixar passar a oportunidade de falar algo sobre esse grande evento que tem o poder de mexer com a emoção de toda uma nação.É fato que alguns acompanham os jogos, outros apenas se informam pelo que ouvem pelas ruas, ônibus, em qualquer lugar, de maneira bem indireta.Mas o que, as vezes, ambos tem em comum é a cobrança própria de uma população acostumada com a crítica muito mais do que com o elogio.Sem ouro, a cobrança cresce com garras afiadas.Alguns bronzes são identificados ainda como insuficientes, esse é considerado um lugar no pódio que perdedores, para ser mais dócil, os menos competentes alcançam.
Confesso que fico abismada com a nossa capacidade de vibrar e gozar da vitória dos atletas, mesmo sem termos tido participação direta para que esse feito fosse alcançado, mas somos dotados de uma incapacidade ímpar de nos compadecer e oferecer um consolo para aqueles que têm algum imprevisto e acabam por não conseguir uma vitória.Nos sentimos co-participantes da vitória, da alegria, mas totalmente isentos da dor da perda.Gozamos o sabor de um ótimo trabalho desempenhado por eles, mas, ao perderem, os condenamos esquecendo que batalharam anos a fio para estarem ali naquela Olimpíada e viram seu sonho e todo o suor escoarem pelo ralo, sem retorno.
Foram inúmeras vezes que assisti nossos atletas, de vários esportes, após perder uma luta, cair num salto, enfim, pedirem desculpas ao povo brasileiro e a todos aqueles que depositaram confiança neles.Falavam de um jeito como que se tivessem um compromisso conosco, como que se sentissem na obrigação de nos dar uma medalha.E é essa mesma sensação de compromisso que temos, é isso mesmo que fazemos com que eles sintam, obrigação.Colocamos um peso de corresponderem nossas expectativas.
Talvez até agora muitos que estejam lendo este texto não concordem comigo, embora isso não me importe muito, pois enquanto o escrevo não pretendo que concordem, mas que reflitam a cerca do que fazemos com esses atletas, bem como fazemos com aqueles que amamos, com aqueles subordinados a nós, com os que nos cercam.
Acredito que as Olimpíadas são apenas uma forma de ilustrar a maneira como muitas vezes lidamos com nossos relacionamentos.Como já expus anteriormente, colocamos as pessoas contra a parede para que façam o que nos parece bom, o que consideramos uma vitória.Até aí não parece muito cruel, pois poderia ser justificada por querer o melhor para o outro.Mas o que piora a situação é quando não reconhecemos o esforço e as limitações do outro, exigindo que sejam máquinas responsáveis por nossa satisfação pessoal.
Contudo, depende de nós que isso mude, que ao invés de aliado a dor da perda não só de uma medalha, mas de um sonho, não esteja nosso olhar de reprovação, mas os braços abertos para acolher.Quem foi que disse que vencedor é aquele que traz a medalha?Para mim, vencedor é aquele que dá o seu melhor e se supera pelo prazer de se sentir o melhor, independente do status que isso provoque.É muito fácil receber de braços abertos o Cielo, a Maurren, a seleção feminina de vôlei... esses já trazem seu conforto pendurado no pescoço.Portanto, carreguemos a Edinanci, o Eduardo Santos, a Jade, o Diego e tantos outros que terão que esperar anos e anos para atingirem seus objetivos.
Queridos atletas, nós que devemos desculpas a vocês!Desculpas por não entendermos e respeitarmos o momento quase que de luto, por exigirmos tanto e apoiarmos tão pouco.Da mesma maneira devemos pedir desculpas aos nossos, que são atacados por nossa implacável cobrança.Desculpe-me, mãe!Desculpem-me, amigos!E tantos outros que fiz sentir desprezado por um capricho meu, quando na verdade deveria ter sido um porto seguro!E, devo desculpas a mim mesma, pois muitas vezes, tão acostumada com esse sentimento macabro, me puni, me desprezei e me rebaixei, mesmo em momentos onde só tinha a minha própria companhia, onde a mão que me levantaria era a minha.
Bom, pensei em terminar o post pedindo desculpas por ter deixado o texto muito grande, mas desisti, confiando que vocês tenham entendido que sou tão limitada quanto vocês e nem sempre poderei corresponder as suas expectativas.
Débora E.N.Lomba
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 12h52
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Será que quando exercemos uma profissão deixamos de ter sentimento?!

Estava refletindo o peso que uma profissão pode ter na vida de uma pessoa, mesmo que algumas pessoas não parem pra pensar nisso, sabemos que existe esse peso. É muito fácil julgar alguém quando não estamos no lugar dessa pessoa, falamos só o que percebemos, falamos sobre o que não estamos sentindo. Mas quando vivemos algo semelhante a essa pessoa as coisas mudam, e percebemos que não era nada fácil tomar certas decisões.
Mas quero falar aqui da medicina (mas isso não faz de nenhuma outra área menos importante). Já perceberam a responsabilidade que os médicos têm? Sei que parece uma pergunta boba, mas é verdade. Parece que eles não tem direito de errar, que são os donos da verdade. Mas será que a gente percebe que eles são pessoas comuns, que erram como qualquer pessoa, que tem problemas em casa, tem uma família. É... eles fazem coisas normais, e portanto são passíveis de erro.
Uma série que está abordando essas questões é Grey ´s Anatomy. Mostra o outro lado da profissão, aquele em que os médicos são humanos e não “deuses que sempre vão salvar vidas”. Mostra a dificuldade de começar essa carreira, porque além de estudarem anos, ainda precisam de tempo para praticar o que viram nos livros e tempo para viver suas vidas.
Então acho que vale a pena pensar que o profissional antes de qualquer coisa, também tem sentimentos como você, e está sujeito a não acertar sempre. Deixo claro que não estou defendendo os erros médicos, mas estou querendo dizer que não devemos achar que são pessoas perfeitas. São pessoas que sofrem como qualquer outra, mas que estão se esforçando para salvar vidas.
A mensagem que eu deixo é que todas as profissões tem seu lado bom e seu lado ruim, a caminhada nem sempre vai ser fácil, então temos que aprender a encarar as dificuldades. E aprender a respeitar nossos limites.
Obs: Quem se interessar pela série.....
Grey's Anatomy é um drama médico norte-americano. Protagonizado por Ellen Pompeo, como a Dra. Meredith Grey, residente do fictício hospital cirúrgico Seattle Grace, em Seattle, Washington, o mais rígido programa cirúrgico de Harvard. A série é focada nela e seus colegas, também internos: Cristina, Izzie, George e Alex, mostrando suas vidas amorosas e as dificuldades pelas quais passam no trabalho.
Curiosidade: O título do seriado é uma brincadeira com Gray's Anatomy (A Anatomia por Gray), o famoso livro de anatomia de Henry Gray.
Por Verônica
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 22h45
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Lixo Eletrônico

Celulares que tocam música, tiram foto, filmam, gravam, e até diz o local em que os filhos estão, para os pais controladores de plantão! Computadores cada vez mais modernos,tocadores de música mínusculos com mais memória do que seu operante PC.
Enfim se você é como eu que não liga se o telefone fotografa,canta ou anda. Apenas nescessita que ele funcione quando se precisa (lê-se fazer ligações, receber chamadas e modo despertador).Que não liga se o CPU do seu computador é um monstro, o monitor não é fininho,bonitinho e de LCD mais não sei das quantas, mas a máquina te satisfaz.
Caro leitor deste humilde blog, pode-se dizer que estás na minoria contra-corrente da catástrofe do lixo eletrônico!
O que fazer com todas estas quinquilharias, tão úteis..ou não??
E se acaso decidir trocar meu tocador de mp3 com 1Giga por aquele que saiu na semana passada de 3 Gigas, não te interessa se terei problemas de audição por não descolar os fones do ouvido! O que fazer com o que "não me serve mais" ??
Pois bem. Doe, Venda, Recicle.
No Brasil, o produto mais fácil de ser devolvido é o telefone celular: além das fabricantes, muitas operadoras recolhem os aparelhos. De acordo com a Nokia, 80% dos itens de um aparelho celular podem ser reciclados. Em seu site, a empresa explica para onde vão esses produtos reaproveitados: baterias, aço inoxidável, auto-falantes (os produtos das baterias), jóias, eletrônicos, aplicações médicas (os componentes), cones de plástico, cercas plásticas e pára-choques (as capas dos aparelhos).
Ao contrário do que acontece com os telefones, não é tão fácil devolver tocadores digitais ou computadores. A Apple, responsável pelo popular iPod, não tem qualquer iniciativa nesse sentido no país. E, entre os três fabricantes de computadores que mais vendem por aqui, apenas a Dell apóia um programa de coleta.
DOE OU VENDA
Mesmo que as funções de seu telefone celular sejam limitadas, é possível que ele atenda perfeitamente às necessidades de algum amigo, parente, colega de trabalho ou até mesmo desconhecido (no caso da venda). Segundo especialistas envolvidos com questões ambientais, uma saída para reduzir o problema do lixo eletrônico é prolongar ao máximo a vida útil dos aparelhos, passando-os para frente. Se eles estiverem funcionando, certamente alguém poderá usá-los.
DEVOLVA
Muitos fabricantes de eletrônicos ou operadoras de telefonia móvel recolhem os eletrônicos já usados, quando os consumidores não os querem mais -- o fato de a empresa pensar nisso pode ser, inclusive, um diferencial na hora de escolher as marcas.
A Claro recolhe aparelhos, baterias e acessórios de qualquer marca e operadora. É só levar em algumas de suas lojas.
Dell Entre os três principais fabricantes de computador no país, essa é a única que apóia uma política de coleta de computadores usados. "Temos a estratégia global de nos tornarmos a empresa de tecnologia mais verde do mundo, e o programa de reciclagem faz parte dessa meta", explica Gleverton De Munno, gerente sênior de assuntos corporativos. Economia no consumo de eletricidade e diminuição na emissão de carbono também estão entre as iniciativas.
TOIN : Porém.. Somente serão aceitos computadores PENTIUM II ou superiores. (!)
HP
Tem uma política de recolhimento de cartuchos para clientes corporativos. Quando reciclados, diz a HP, eles podem ser utilizados na produção de peças automotivas, bandejas para microprocessadores e telhas de cobertura.
Site: http://h20010.www2.hp.com/ereturns/welcome.do?__country=BR&__lang=pt
TIM Em todo o país, as lojas e revendas exclusivas da operadora recolhem aparelhos celulares, baterias e acessórios, que recebem destinação "de acordo com as normas ambientais". Alguns Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná) têm também o programa Papa-Pilhas, que deve ser expandido para o resto do Brasil até o final do ano. Desenvolvido em parceria com o Banco Real, ele é mais abrangente: aceita também pilhas, telefones sem fio e laptops, além dos outros itens já citados
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/
Ainda há muito o que fazer, porém prestar atenção nas empresas que tenham um programa de reciclagem, analizar se é realmente preciso trocar aquele celular do ano passado por um modelo mais bonitinho ou com alguma coisa diferente (!) Já são algumas ações eficientes, para diminuir aquela figura lá em cima, E a Mãe Gaya agradece.
=)
Por: Liliane dos Anjos
Categoria: Comportamento
Escrito por Meninas de Amaralina às 16h09
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 20 a 25 anos
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